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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez...





Quando a palavra se ausenta


Tem vez que a palavra pesa
Bate asas... mas não voa!
Perde a hora de ser dita
E já o tempo dela se escoa

Sempre quem cala consente
Com a injustiça dos homens
É um prato vazio frente aos olhos
De tanta boca com fome

Quando a palavra se ausenta
Mesmo sabendo a verdade
Há um inocente esquecido
Do lado errado das grades

Quando a palavra se ausenta
Na voz que quer, mas não diz
Um grande amor não floresce
Pois nem passou da raiz!

Os pais, com suas urgências
Pouco sabem dos seus filhos
Procuram razões, porém tarde
Pra tantos fora dos trilhos

Porque a palavra não dita
No seu instante preciso
Tempos depois se faz tarde
Pois já não tem mais sentido!

Martim César


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