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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Caminhos de Si o tempo - Jaguarão - Diário Popular

A voz do tempo

Caminhos de Si lança álbum financiado pelo Procultura, sexta-feira, no Theatro Esperança
Após estreia em Pelotas, grupo leva novo repertório para a cidade natal (Foto: Ediane Oliveira) (Foto: )
Após estreia em Pelotas, grupo leva novo repertório para a cidade natal (Foto: Ediane Oliveira)
Versos poéticos e precisos deram origem ao mais recente projeto do grupo Caminhos de Si: "O tempo que corre fora não é o que corre por dentro, pois um se mede por horas e o outro por sentimentos". Escrita pelo poeta Martim Cesar, a frase observa dois tipos de duração: a cronológica e a interior. Essa dualidade motivou muitos dos questionamentos contidos no CD O tempo, segundo da carreira do grupo e financiado pelo Procultura Pelotas, que recebe lançamento nesta sexta-feira no Theatro Esperança.
Um ano após a reabertura da casa de espetáculos, o grupo formado pelos jaguarenses Paulo Timm, Hélio Ramirez e Martim César apresenta o novo repertório na terra natal. A ocasião é de extrema alegria: "Vai ser muito gratificante para nós, que somos de Jaguarão e acompanhamos o teatro durante a reforma. A expectativa é de uma plateia lotada, num momento de comunhão com os músicos", comenta Paulo Timm.
O álbum com 15 faixas avança por temáticas ligadas à literatura, à ecologia e, também, pelas relações de viver entre dois países. "Produzimos arte a partir de uma realidade complexa chamada fronteira, de onde abrem-se as portas para o Uruguai e para o continente latino-americano", avalia. Esse intercâmbio cultural pode ser comprovado nos diferentes ritmos regionais expressos nas melodias das canções.
A receptividade de O tempo tem surpreendido o grupo, tanto em Pelotas, durante a estreia no mês de abril com direito a oficinas com alunos do Colégio Pelotense, quanto em show na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country, em Porto Alegre. Timm vislumbra um público se formando no eixo Jaguarão-Pelotas-Porto Alegre e pretende agora expandir para o Uruguai, como fizeram na divulgação do primeiro álbum, lançado em 2004.
Parceiros na arte
Para a apresentação no Theatro Esperança, o trio contará com um time de músicos no palco: Gil Soares (flauta), Aluisio Rockembach (acordeão), Egbert Parada (violão sete cordas), Renato Popó (percussão), Fabrício Moura (contrabaixo, bandolim e charango), Leonardo Oxley (violino) e Alencar Feijó (bombô), além de participações especiais da cantora Maria da Conceição, do violonista Regis Bardini e da jovem Laura Correa, cantora de Rio Branco.
Como de costume, os shows do Caminhos de Si promovem a união entre música, poesia e teatro. A recitação de poemas fica a cargo de Martim Cesar, enquanto a performance cênica será realizada pelos atores Fernando Petry e Sandro Calvetti, interpretando respectivamente Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança.
A esquete representa um momento especial da apresentação, na qual a obra de Cervantes é reverenciada através de duas canções e três poesias. No CD seria a faixa A ultima aventura de Dom Quixote, mas ao vivo é estendida para valorizar os diferentes suportes artísticos.
Serviço:O quê: show Caminhos de Si - O tempo
Quando: sexta-feira, às 21h
Onde: Theatro Esperança, em Jaguarão
Ingressos: R$ 10,00 com doação de um quilo de alimento à venda na bilheteria do teatro

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Copla Alta - Sala Zitarrosa - 13 de novembro - Montevidéu

Tenho a honra de fazer uma pequena participação na apresentação desse duo que tão bem representa a tão nova, mas antiga e de raiz, música uruguaia.
Gente que canta o que sente, tão verdadeira e profunda como o legado que a nossa gente do campo nos deixou.

Vida longa ao folclore uruguaio.

Como escreveu o grande Romildo Risso, compositor uruguaio de Los ejes de mi carreta: 'Toquen tropa y griten patria y podrán reconocernos!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Agenda 2016 - 2017



Agenda


04 de Outubro – Náufragos Urbanos – Porto Alegre – Renascença

06 de Outubro – Laura Correa- Sala Zitarrosa Montevidéu

14 de Outubro – Laura Correa – Semana de cultura de Herval

25 de Outubro – Oficina Poemarte – Rio Grande – FURG

28 de Outubro – Oficina Caminhos de Si – Escola Joaquim Caetano da Silva – Jaguarão

04 de Novembro - Lançamento – Caminhos de Si – o tempo – Livraria Cultura – Porto Alegre

05 de Novembro – Náufragos Urbanos – Pedro Osório

13 de novembro – Sala Zitarrosa – Montevidéu – 10 anos duo Copla Alta – Participação

18 de novembro – Lançamento – Caminhos de Si – o tempo – Teatro Esperança – Jaguarão

16 de Dezembro – Lançamento do CD Atrás del Mundo – Laura Correa – Teatro Esperança - Jaguarão

20 de abril/2017 – Lançamento do CD 12 Cantos Ibéricos e uma canção brasileira (C/Marco Aurélio Vasconcellos e Marcello Caminha) – Auditório da Procuradoria – Porto Alegre

03 de Junho/2017 - Lançamento do CD 12 Cantos Ibéricos e uma canção brasileira (C/Marco Aurélio Vasconcellos e Marcello Caminha) – Teatro Esperança - Jaguarão

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Teatro Renascença - 04 de Outubro - Náufragos Urbanos


Qual é a programação?

A cantora e compositora Luciana Costa e o projeto Náufragos Urbanos - que reúne a cantora Ro Bjerk, o cantor, compositor e violonista Ricardo Fragoso e o poeta e letrista Martim César - vão dividir o palco do Teatro Renascença na próxima edição do projeto Sons da Cidade, em 4 de outubro. Nos dois espetáculos, a música brasileira e o universo pop são os elementos principais.
O evento tem entrada franca - as senhas podem ser retiradas na bilheteria do teatro a partir das 19h.
Luciana Costa iniciou a trajetória ainda nos anos 1980, com o show Quebrando a Casca, no Clube de Cultura, em Porto Alegre. Desde então, colaborou com artistas como Adriana Calcanhotto e Flora Almeida em shows dentro e fora do Rio Grande do Sul. Com o álbum autoral Ilustre Rebeldia, lançado em 2003, conquistou três troféus no Prêmio Açorianos de Música do ano seguinte: intérprete, compositora e álbum Pop Rock. Com a companhia de Angelo Primon (cordas) e Giovanni Berti (percussão), Luciana (voz e violão) apresenta canções próprias e reinterpretações de temas da MPB.
O espetáculo Náufragos Urbanos (Cartas de Marear) remete ao disco homônimo, lançado em 2015 por Ro Bjerk, Ricardo Fragoso e Martim César e indicado à categoria Melhor Álbum MPB do Prêmio Açorianos de Música 2014/2015. Os temas autorais registrados no disco refletem as trajetórias dos três artistas, construídas ao longo dos últimos 20 anos - um exemplo é a música Desde o Cais de uma Janela, vencedora do Festival de Música de Porto Alegre em 2009. Para interpretar um repertório repleto de sambas, bossas, toadas e valsas, a formação no palco será: Ro Bjerk (voz), Ricardo Fragoso (violão e voz), Fabrício “Pardal” Moura (baixo e cavaquinho) e Gil Soares (flauta).
O projeto Sons da Cidade, criado em 2006, é uma realização da Prefeitura, por meio da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura de Porto Alegre.

Quando?

4 de Outubro de 2016, Terça-feira, às 20:00h

Onde?

Teatro Renascença
Avenida Érico Veríssimo, 307
90160 Porto Alegre

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Música vencedora da Moenda da Canção - 2016



Martim César vence a Moenda da Canção e os festivais de MPB de Andradas-MG e de Rio Preto-SP, com a música ‘Folha em Branco’, em parceria com o mineiro Zebeto Correa.


No último final de semana, ocorreu o festival nacional da Moenda da Canção, em Santo Antônio da Patrulha, e pela segunda vez consecutiva o jaguarense Martim César leva os prêmios de melhor letra e de campeão do festival. A canção foi interpretada por Zebeto Correa. Ambos venceram também, no último mês, os festivais de Andradas-MG e o Festival de Música (FEMP) de Rio Preto-SP, além de obterem um segundo lugar no festival de Colatina-ES, com a música ‘Celebração’.

Com a vitória na Moenda da Canção, atualmente o compositor jaguarense é o vencedor atual de dois dos três maiores festivais do Rio Grande do Sul: Califórnia da Canção, de Uruguaiana e Moenda da Canção, de Santo Antonio da Patrulha, onde é bicampeão. Em todos recebeu também o prêmio de melhor letra do festival.
Mais informações e vídeo da música vencedora no site:

http://www.abcdogaucho.com.br/parceria-de-gaucho-e-mineiro-vence-a-30a-moenda-da-cancao

http://www.abcdogaucho.com.br/parceria-de-gaucho-e-mineiro-vence-a-30a-moenda-da-cancao/


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Canção Folha em branco - vencedora do festival de MPB de Andradas - MGFolha em branco Como se a vida fosse uma folha em branco que viraste agora E com tuas mãos, enfim, pudesses escrever uma nova história Tudo por fazer, o mundo ainda tão novo te pedindo a escrita A boca sussurrando a forma das palavras que um dia serão ditas Como se sonhasses um engenho novo reinventando o tempo E desses o teu gosto - a tua assinatura – à arte desse invento O horizonte aberto, o sul, o norte incertos, à espera dos teus passos Na esquina ali em frente, a esperar a gente a paz de um novo abraço Mistério de viver, o eterno renascer a cada novo dia O que virá, virá! (e sempre há de vir), o futuro não se adia! Mas escolher a fruta boa, a canção que mais nos soa O tom da nossa voz... o que fazer de cada dia... Essa é a nossa poesia Isso sim, pertence a nós! Como se nascesses para um novo mundo neste exato instante E as coisas simples fossem doravante as coisas importantes Um afago, um beijo, um abraço amigo, um momento a dois Porque o demais não conta, o tempo das ausências fica pra depois!

VENCEDORAS DO 18º FESTIVAL DA CANÇÃO DE ANDRADAS


1º Lugar –  Folha em branco – Zebeto Corrêa/Martim César – Belo Horizonte MG

Folha em branco

Como se a vida fosse
uma folha em branco
que viraste agora
E com tuas mãos, enfim,
pudesses escrever
uma nova história
Tudo por fazer,
o mundo ainda tão novo                       
te pedindo a escrita
A boca sussurrando
a forma das palavras
que um dia serão ditas


Como se sonhasses
um engenho novo
reinventando o tempo
E desses o teu gosto
- a tua assinatura –
à arte desse invento   
O horizonte aberto,
o sul, o norte incertos,
à espera dos teus passos
na esquina ali em frente
a esperar a gente
a paz de um novo abraço


Mistério de viver,
o eterno renascer
a cada novo dia
O que virá, virá!
(e sempre há de vir),
o futuro não se adia!
Mas escolher a fruta boa,
a canção que mais nos soa
O tom da nossa voz...
o que fazer de cada dia...
Essa é a nossa poesia
Isso sim, pertence a nós!



Como se nascesses
para um novo mundo
neste exato instante
E as coisas simples
fossem doravante
as coisas importantes
Um afago, um beijo,
um abraço amigo,
um momento a dois
Porque o demais não conta,
o tempo das ausências
fica pra depois!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da tua casa, te der um beijo e partir... Vital Farias

Violeiro Vital Farias faz saudação ao MST na Virada Cultural em SP

17/05/2010 - MST - Mov. Trabalhadores Rurais Sem Terra - Brasil

No encerramento da Virada Cultural, em São Paulo, com o quarteto do show "Cantoria", o violeiro Vital Farias fez uma saudação ao MST, nesta noite de domingo.
Farias colocou o dirigente do MST João Pedro Stedile na lista de pessoas que contribuíram na trajetória do quarteto e com o Brasil.
Depois, o violeiro completou que o MST é o "movimento mais sério do país".
O show "Cantoria" reuniu, além de Vital Farias, Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo.  Mais de 40 mil pessoas assistiram à apresentação, na Praça Julio Prestes, no centro da cidade.
O quarteto cantou também a música "Procissão dos Retirantes", de Martim César e Pedro Munhoz, que é militante do MST.
Essa canção venceu o 1° Festival Nacional da Reforma Agrária, realizado em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, em fevereiro de 1999.
No show, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo revisitaram suas parcerias ao lado de pérolas do cancioneiro popular nordestino e alguns de seus sucessos enquanto artistas solo.
Há 20 anos, os quatro se reuniram em Salvador e fizeram uma histórica “Cantoria” no Teatro Castro Alves.
Para ouvir a música Procissão dos Retirantes: http://www.youtube.com/watch?v=yyihhIni-o4
Abaixo, a letra da canção.
Procissão dos Retirantes
Composição: Pedro Munhoz / Martim César
Terra Brasilis, continente,
Pátria mãe da minha gente
Hoje eu quero perguntar
Se tão grandes são teus braços,
por que negas um espaço aos que querem ter um lar? 
Eu não consigo entender
Que nesta imensa nação Ainda é matar ou morrer
Por um pedaço de chão
Lavradores nas estradas
Vendo a terra abandonada sem ninguém para plantar
Entre cercas e alambrados,
vão milhões de condenados a morrer ou mendigar
Eu não consigo entender
Achar a clara razão de quem só vive pra ter
E ainda se diz bom cristão
No Eldorado do Pará Nome índio carajás,
Um massacre aconteceu
Nesta terra de chacinas essas balas assassinas todos sabem de onde vêm
É preciso que a justiça e a igualdade sejam mais que palavras de ocasião
É preciso um novo tempo em que não seja só promessa repartir até o pão
A hora é essa de fazer a divisão
Eu não consigo entender
Que em vez de herdar um quinhão
Teu povo mereça ter só sete palmos de chão
Nova leva de imigrantes
Procissão dos retirantes
Só há terra em cada olhar Brasileiros, como nós
Vão gritando, mas sem voz, Norte a sul não têm lugar
Eu não consigo entender
que nessa imensa nação
ainda é matar ou morrer por um pedaço de chão
Pátria amada do Brasil
De quem és, ó mãe gentil, eu insisto em perguntar
Dos famintos das favelas ou dos que desviam verbas pra champagne e caviar
Eu não consigo entender
Achar a clara razão de quem só vive pra ter e ainda se diz bom cristão
(com informações da página oficial da Virada Cultural)

16 de maio de 2010

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sala Zitarrosa - Montevideo

MÚSICA

Laura Correa trae su folklore contemporáneo 


a Montevideo

La joven de 17 años adelanta mañana en la Sala Zitarrosa su disco "Atrás del mundo".
Foto: Otávio Ferreira
vie jul 8 2016 15:02
Se presentó por primera vez ante público a los 11 años, y con 17 la cantante Laura Correa trabaja en la finalización de su primer disco,Atrás del mundo. Lo adelanta mañana desde las 21.00 en la Sala Zitarrosa con su banda y el rochense Carlos Malo como invitado, y las entradas están en venta en Tickantel y boleterías a 200 pesos.

"Este show tiene una carga emocional muy especial para nosotros porque presentamos por primera vez en Montevideo un espectáculo solamente nuestro, con un disco inédito", cuenta a El País la artista oriunda de Río Branco, que tiene también influencia brasileña.

Hasta ahora ha recorrido principalmente festivales y escenarios en el interior; el año pasado estrenó canciones de Atrás del mundo en el Festival del Olimar, y antes compartió escenario con Soledad Pastorutti en Treinta y Tres, en el festival Villa María Albina.

Dice que la han recibido "de buena manera" a pesar de su corta edad. "El trabajo que nosotros realizamos siempre ha sido muy responsable; nos enfocamos en el folclore pero con la intención de renovar. Más allá de que tratamos de estar aferrados a las raíces, tratamos de darle un toque contemporáneo", resalta Correa.
Si no puede ver el video, haga click aquí.
"También son pocas las mujeres en el género y más siendo jóvenes, podría citarte a Anita Valiente o Guadalupe Romero. Pero por suerte de un tiempo a esta parte han aparecido figuras que hacen que se renueve", destaca antes de su show.

Después de la Zitarrosa, Correa volverá a enfocarse en Atrás del mundo, disco que está en proceso de finalización y compuesto por textos del poeta fronterizo Martim César, y melodías de Paulo Timm, Federico Yacovazzo y Juan Schellemberg.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Parece algo tão comum, mas quando dois se tornam um...



O final e o infinito


Duas partes de uma arte
Separadas são vazias

Mas se um dia elas se encontram
A obra-prima já está pronta
E como é que ninguém via?

Toda porta tem sua chave
Mas a casa só se abre
Pra quem tem direito a entrar

Até a flor com menos graça
Tem um colibri que passa
E só a ela quer beijar

Duas metades imperfeitas
Quando juntas são perfeitas
Não há um quadro mais bonito

Mesmo o amor mais insensato
É um pé com seu sapato...
É um final e um infinito

Dois pedaços pelo espaço
Em uma exata sincronia

Parece algo tão comum
Mas quando dois se tornam um
Deus assina a poesia...




                                Martim César