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terça-feira, 29 de maio de 2012

Si un traidor puede más que unos cuantos... que esos cuantos no lo olviden facilmente. León Gieco





A verdade da memória

Não pensem que esquecemos Pinochet
E os ianques que eram lobos disfarçados
Sob um condor que se fartou do alheio sangue
De um continente para sempre mutilado

Não pensem que esquecemos Libertad...
Essa prisão que tinha o nome tão mal posto
Em um país que foi de Artigas e Sendic
E dos fuzis que deram fim a tantos sonhos

Eis a memória que o tempo não apaga
Eis a história registrada a ferro e fogo
Passa o tempo mas não passam tantas lágrimas
Que ainda escorrem pela alma do meu povo

É tão mais fácil apregoar o esquecimento
Varrer a mancha indesejável dos caídos
Lavar as mãos frente à injustiça do passado
Não ouvir a voz das mães-avós dos desaparecidos...

Não pensem que esquecemos Riocentro
Dos mercadores de mil mortes anunciadas
Com suas fardas sempre em busca de uma guerra
E que sem canhões e baionetas não são nada

Não pensem que esquecemos Rodolfo Walsh
A dignidade tem valor, nunca tem preço
Esses que deram suas vidas por justiça
Viverão na voz do povo... além do tempo!

Não pensem que esquecemos Pinochet
Não pensem que esquecemos Libertad
Não pensem que esquecemos Riocentro
Não pensem que esquecemos Rodolfo Walsh

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