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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Eu sou você e todo mundo, o infinito num segundo, o universo em distensão... (Martim César - Vinho tinto sob a flor)





A borboleta

Eu queria fazer um poema que falasse em ti.
Que te respirasse. Que te fosse alma.
Que bebesse da tua boca o sereno das manhãs.

Eu queria fazer um poema que nascesse em ti.
Que te descobrisse. Que te fosse sol.
Que molhasse em teu sorriso a luz do luar.

Mas não consegui.

Pois quando aquela borboleta cismou em te tocar
E eu pensei que fosse algo relacionado com a cor
Ou com o teu perfume... (o que realmente era)

Pois quando aquela folha viva voou ao teu redor
Roubou todas as palavras que eu sonhava te falar
E te ofertou, assim, pousando em ti,
o mais belo poema
que alguém poderia
te escrever.


Martim César

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