www.martimcesar.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Minha homenagem aos abnegados navegadores da confraria.Aos Lusíadas que se atrevem a singrar o mar ignoto.Que passem além do Bojador...



Ode à confraria


Como lhe quadra a um poeta que vasculha o cotidiano
Um confrade deve estar ao seu entorno sempre atento
Fazer de qualquer brisa, vendaval; de uma gota o oceano
(Saber caçar um seguidor também requer algum talento!)

Nenhum assunto está a salvo, nem o poema mais insano
Sujeito ao crivo dos mortais há de postar-se o seu intento
Ou sairá airoso desse embate ou será só um mero engano
Eis a sua hora da verdade! Eis o seu grande julgamento!

Por confraria tem seu nome e este, por certo, está bem posto!
Cabeça acima da manada, mesmo que a foice cobre o preço
Pois uma idéia vale a vida e nenhum sonho está debalde...


Que tudo afinal é permitido; exceto, é claro, o que é imposto
A liberdade é o escudo contra os que o querem pelo avesso:
O poeta, enfim, é um caranguejo que se libertou do balde!

Martim César

Nenhum comentário:

Postar um comentário