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quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
Letra da música que tirou segundo lugar em Cruz Alta - Prêmio Capitão Rodrigo
No
olhar da última carreta
Chega
de longe o rangido, muito antes da carreta
Que
recém lá no horizonte, assoma em cima de um cerro
É
a mesma cena de ontem que hoje transcorre lenta
E
que – talvez - por antiga, ficou timbrada no tempo
Madeira
e eixo gemendo
na dor do passo que avança
Na
cruz que os bois carregam, forçando o rumo na canga...
O
santa-fé despenteado que contra o vento balança
Afrouxa
mas não se cansa enquanto desce a barranca
A
bombacha arremangada... a alpargata dura e gasta...
Da
herança escassa da lida que hoje nomás termina
Dessas
urgências de agora essa visagem se afasta
Só
o seu recuerdo se arrasta pela memória sulina
A
carreta some na estrada, no lento passo dos bois
Pressente
o fim da jornada, seu tempo há muito se foi...
Mas
quem ouvir seus antigos entenderá o que eu falo
Nas
rodas dessas carretas cruzou a história do pago!
(talvez
faltem mais carretas pra ter paciência no mundo)
Por
vezes um lamaçal se enfrenta ao peso dos eixos
Mas
só lhe retarda o trecho, jamais lhe para um peludo!
Se
hoje são só lembranças - deste presente – distantes...
Se
não se ouvem rangidos, nem há mais rastros na estrada
Não
pensem, estes de agora, que o tempo que segue adiante
Apaga
o que veio antes e a tudo transforma em nada.
Diego
Muller/Martim César
terça-feira, 23 de julho de 2013
Depois da curva da estrada, tem um pé de araçá... Renato Teixeira
Dois
mil
A
casa em que eu nasci tinha o número dois mil.
Não
tenho uma boa memória,
mas
disso eu recordo bem.
Dois
mil...
Essa
data, na minha mente de criança,
estava
muito, muito distante.
Dois
mil... distante demais.
Porém
um dia, esse ano chegou.
Chegou
e eu nem percebi.
Chegou
e passou voando,
como
costumam passar os anos.
E
hoje, já passados tantos anos,
eu
volto a ter a mesma sensação...
Dois
mil...
O
ano dois mil...
Já
está muito, muito distante.
Martim
César
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar. Zé Ramalho
O
país das palavras perdidas
Não
tenho muitos dons,
Mas um eu acredito que
tenho:
O
de resgatar palavras quase esquecidas.
Por
exemplo, a palavra 'mermando'.
No
campo,
Quando
dizem que a chuva está diminuindo,
Falam
'a chuva está mermando'.
Lá,
quando dizem que o dinheiro está rareando,
Falam
'o dinheiro está mermando'.
Diminuindo
ou rareando também servem,
Mas
para coisas distintas.
Uma
palavra de cada vez.
Para
ambas as frases, serve a palavra 'mermando'.
Além
de tudo, penso eu,
Que é uma palavra muito
mais poética.
Nesse
outro país, o das palavras perdidas,
Existem
milhares de palavras.
Esquecidas,
apagadas, quase extintas.
Porém,
Basta
alguém juntar as letras mágicas e nomeá-las,
Que
elas se despertam e viajam até nós,
e
nem necessitam passaporte.
Parece
até que sempre estiveram entre nós.
Não
me acreditam?
Digam,
então, a palavra 'escampar'.
Martim
César
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Entre a poesia e a realidade, estamos nós, os sonhadores.

Uma
ave chamada Quimera
O
que eu queria?
O
que eu queria de verdade
Hoje
em dia...
É
que a minha obra fosse tempestade
E
que a minha vida fosse calmaria.
Martim
César
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Soy sólo un pájaro perdido que vuelve desde el más allá a confundirse con un cielo que nunca más podré recuperar. Astor Piazolla/Mario Trejo

Pássaros
de mesma plumagem
Tenho
um amigo que disse
que
tinha um amigo que dizia
que
os pássaros de mesma plumagem
procuram
voar juntos.
E
que isso vale,
justamente
para os amigos.
Não
conhecia a frase, mas concordei no ato.
Boêmios,
poetas, músicos e
filósofos de botequim concordam.
Hoje
esse amigo que tinha um amigo que dizia isso,
Tem
um amigo que sempre repete essa frase.
É
fato.
Os
pássaros de mesma plumagem procuram voar juntos.
Martim
César
quarta-feira, 17 de julho de 2013
E o futuro, é uma astronave que tentamos pilotar... Toquinho

A
máquina de preparar o futuro
Na
minha rua havia um senhor
que
preparava o futuro.
Sempre
que eu passava, ele estava ali
Montando
uma estranha máquina.
Para
que serve, perguntei.
Para
preparar o futuro, contestou.
Num
lado se coloca moedas de presente,
No
outro colhe-se tesouros de futuro.
Ah!Entendi...
(Mas
na verdade eu não entendia não)
E
funciona?
Ainda
não, mas vai funcionar um dia.
Legal!
Um
dia, depois de muito tempo,
Eu
voltei a passar em frente àquela casa.
Ele
não estava mais.
Nem
ele, nem aquela estranha engenhoca.
Fiquei
pensando...
Será
que ele já estava no futuro?
Ou
será que de tanto se preocupar com o futuro
Havia
se esquecido de viver no presente?
Nunca
saberei.
Apertei
com força a moeda que eu tinha no meu bolso.
Martim
César
terça-feira, 16 de julho de 2013
O homem faz os relógios, mas jamais domina o tempo...

Método
infalível para deter o
tempo
Um
dia eu acreditei ter encontrado o segredo
para
deter o tempo,
De
colocar uma ferramenta na engrenagem do tempo.
Uma
palanca que detivesse essa locomotiva invisível.
Na
verdade, munido de pinças de poesia,
Eu,
delicadamente, capturei o tecido do tempo
E
o coloquei em um cofre. Depois chaveei.
Do
cofre eu peguei a chave.
E
a chave eu atirei no fundo do oceano
(no
fundo mais fundo das fossas Marianas)
Lá
onde até os peixes possuem lanternas
para
enxergarem seus focinhos.
O
cofre eu coloquei em um baú. Chaveei.
Do
baú eu peguei a chave.
E
a chave eu levei para o cimo do Aconcágua,
E
enterrei sob uma pedra
Lá
onde nem os condores pousam por ser
muito
alto e rarefeito.
O
baú eu coloquei numa arca. Chaveei.
Desta
vez com dois cadeados superpostos.
Da
arca eu peguei as chaves.
E
as chaves eu levei uma para cada pólo.
E
as enterrei sob o gelo, durante a noite
(que
lá dura seis meses).
Só
então eu pude respirar tranquilo.
Mas
então me dei conta
Que
levara tanto tempo para deter o tempo
que
já nada adiantava.
Até
por que
desde
um espelho que refletia a arca
onde
estava o baú
onde
estava o cofre
O
tempo,
Sorrindo,
enrugado e superior,
abanava
a cabeça negativamente,
assim
como zombando
da
minha humana presunção.
Martim
César
segunda-feira, 15 de julho de 2013
La infancia es la verdadera patria del hombre - Rainer Maria Rilke
Aluamento
Eu
tinha um aluamento
Daqueles
de não desaluar tão cedo.
Foi
quando a mãe viu
Que
eu tava com aquela tromba de elefante
E
perguntou:
Que
foi isso menino, que aluamento é esse?
Dormiste
com os pés destapados?
Resmunguei.
Era
por que a Mariazinha me disse que gostava
mais
do Ribamar do que de mim...
Ara!
Mas
eu não podia dizer... iriam caçoar!
Lembrei,
então, do mormaço do meio dia,
Daquele
solaço enquanto eu roubava jabuticaba...
Daquele
solão batendo na minha moleira.
Não,
mãe... foi insolamento!
Insolação,
filho! Insolação.
Ufa!
Respirei aliviado,
Ela
não iria mais mangar de mim.
Pois
é, mãe... a minha aluação é por causa
do
insolamento!
Martim
César
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando. Manoel de Barros
Raiz
e asas
Arvorizei-me
um dia,
Brotaram-me
raízes rumo ao chão.
Mas
eu segui batendo asas.
Arvorizei-me um dia,
Minhas raízes ficaram cada vez maiores,
Ainda que invisíveis.
Arvorizei-me um dia,
Minhas raízes ficaram cada vez maiores,
Ainda que invisíveis.
Tu
não as vês, mas estão aí...
É
que hoje eu trago a minha terra
sob
os pés.
Martim
César
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Ladran, Sancho.... señal que avanzamos... (D. Quijote/Cervantes)
A consagração de Don Quijote e a segunda morte de Quixote
http://www.youtube.com/watch?v=q54K_gHotZg
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Se este for um dia comum na Terra o ser humano irá destruir 115.000 m2 de Floresta, criará 72.000 m2 de deserto, eliminará 40 espécies... David Orr (1992)
Terra
que te quero viva
A
chuva que escorre no solo
Já
não rega e carrega
O
chão que não gera
Para
o fundo dos rios
E
os rios assoreados
Transbordam
recados
Anunciando
a chegada
De
um tempo sombrio
Ao
redor das cidades
As
montanhas de lixo
Juntam
homens e bichos
Revirando
a miséria
Onde
vejo um menino
Perguntando
aos entulhos
Se
é este o futuro
Que
queremos pra terra
Terra,
de alma cansada
Morrendo
calada
Aos
olhos da fome
Terra,
senhora dos frutos
Pagando
os tributos
Da
ganância do homem...
Aos
olhos da fome!
Quem só pensa no agora
Mata
o chão com certeza
E
a sua pobre riqueza
É
que aperta o gatilho
Quem
só pensa nos lucros
Sem
olhar para o lado
Vai
deixar de legado
Um
deserto aos seus filhos
“Silêncio
na terra ao braço que berra
E
mata nos matos o verde da vida
Uma
trégua na guerra impiedosa que encerra
Em
suas mãos o amanhã de uma herança exaurida”
Martim
César
terça-feira, 9 de julho de 2013
O poeta é um caranguejo que escapou do balde...
Avis rara
Um
bicho raro é o poeta... um fóssil vivo
Um
dinossauro a ser extinto no futuro
Cuja
ossada será exposta e – redivivo –
Dirão
ter sido um farol frente ao escuro
Mas
no presente é tão só um morto-vivo
Tido
por doido, sempre aéreo e obscuro
Quando
se mostra libertário é um nocivo
Quando
faz versos por amor é um imaturo
Feito
cigarra que não planta, nem produz
É
um grande inútil o poeta... um infeliz
Que
se crê (valha-me Deus!) um ser de luz
Vive
de sonhos... a voar... sem ter raiz...
Melhor
faria preso às varas de uma cruz
Posto
que nada acrescenta à balança do país!
Martim
César
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Que veinte años no es nada.... Gardel/Le Pera
Uma
canção sobre a saudade
Talvez
um dia distante
Daqui
a vinte anos quem sabe
Não
seja mais importante
Alguém
falar de saudade
Porque
a saudade envelhece
Igual
a qualquer sentimento
Mesmo
quando nos parece
Não
se importar com o tempo
Já
foi um querer imenso
Que
nem cabia na gente
Mas
foi morrendo em silêncio
E
se apagou de repente
A
saudade é mesmo assim
Um
punhal feito de vento
Que
parece não ter fim
Golpeando
a alma por dentro
Mas
um dia vai embora
Sem
dar adeus na partida
Pois
reconhece a sua hora
De
deixar seguir a vida
E
depois de muito tempo
De
vinte anos... quem sabe?
Nos
nasce outro sentimento
A
saudade de ter saudade.
Martim César
quinta-feira, 4 de julho de 2013
O que é o tempo?Se não me perguntarem eu sei, se me perguntarem, já não sei mais. Santo Agostinho

O
poema que eu esqueci
Eu
ontem fiz um poema
Pra
ofertar ao meu amor
Mas
como foi de memória
Quando
eu dormi se apagou
Hoje
quis ver se lembrava
Dos
versos que eu tinha feito
Nem
mesmo com reza brava
Já
se apagou... não tem jeito!
Só
recordo que eu deixava
Debaixo
da tua janela
Uma
flor toda encarnada
Que
eu roubei da primavera
Só
recordo que eu cantava
Como
fosse um passarinho
E
tu então me convidavas
Pra
irmos juntos no caminho
Tu
e eu, nós... e mais nada
Pra
não mais sermos sozinhos!
Eu
fiz ontem esses versos
Que
eu tirei do coração
Mas
guardei só de palavra
No
papel não gravei não
Ainda
noite era obra-prima
Manhazinha
se desfaz...
Meu
poema tão bonito
Se
apagou... pra nunca mais!
Martim
César
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Festival de Música Popular de Canguçu
Foi realizado na tarde do último sábado (29 de junho) a triagem do
XVII FECANPOP - Festival Canguçu da Canção Popular. A atividade
teve início as 14 horas e estendeu-se até as 21 horas, sendo
realizada nas dependências da Secretaria Municipal de Cultura,
Turismo, Juventude e Mulheres.
Com mais de 80 músicas inscritas, com participantes de Canguçu,
Palmeira das Missões, Guaporé, Itaqui, São Lourenço do Sul,
Pelotas, Dom Pedrito, Bagé, Pedro Osório, Piratini, Rio Grande,
Arroio Grande, Porto Alegre e Balneário Camburiú-SC, os avaliadores
escolheram as 15 participantes que se apresentarão no sábado (03 de
agosto) no Festival.
O corpo de avaliadores desta edição é composto por Martim Cesar
Gonçalves, poeta de Jaguarão, Paulo Timm, compositor/melodista de
Jaguarão, Daniel Zanotelli, arranjador de Pelotas, Pedro Munhoz,
canta-autor, poeta e melodista de Barra do Ribeiro e Marco Gottinari,
canta-autor, poeta e melodista da Maciel/Pelotas.
Segue abaixo a relação das músicas classificadas em ordem
alfabética, bem como, seus autores, ritmos e respectivas cidades.
Classificadas:
1 - Antiga Canção de Rio
Letra: João Sampaio
Melodia: Robledo Martins e Márcio Scheer
Ritmo: Canção
Cidade: Itaqui e Guaporé
2 - As Dores do Campo
Letra/Melodia: Miguel Borba
Ritmo: Milonga Canção
Cidade: Canguçu
3 - Bestas
Letra: Marília Floôr
Melodia: Ricardo Petrucci
Ritmo: Balada
Cidade: Pelotas
4 - Biografia
Letra/Melodia: Juliano Guerra
Ritmo: MPB
Cidade: Canguçu
5 - Bossária
Letra/Melodia: Julio Casarin
Ritmo: Bossa Nova
Cidade: Canguçu
6 - Canção de Barro
Letra: Marília Floôr
Melodia: Marco Antônio Alves
Ritmo: Toada
Cidade: Pelotas
7 - Chove
Letra/Melodia: Raineri Spohr
Ritmo: Mazurca
Cidade: Dom Pedrito
8 - Comportamento Predatório
Letra/Melodia: Marquinho Brasil
Ritmo: MPB
Cidade: Pelotas
9 - De Bença
Letra: Marília Floôr
Melodia: Ricardo Petrucci
Ritmo: Baião
Cidade: Pelotas
10 - Eu Canto pra Canguçu
Letra/Melodia: Éderson da Fonseca Vargas
Ritmo: Trova
Cidade: Canguçu
11 - Escritura do Amor
Letra: Igor Cougo
Melodia: Igor Cougo e Bruno Tamboreno
Ritmo: Blues
Cidade: Porto Alegre
12 - Lira do Amor Distante
Letra: Sidney Bretanha
Melodia: Sandro Campello
Ritmo: Canção
Cidade: Arroio Grande
13 - Mas a Vida Segue
Letra/Melodia: Solano Ferreira
Ritmo: Rock
Cidade: Pelotas
14 - O que vai Sobrar
Letra/Melodia: Solano Ferreira
Ritmo: Rock
Cidade: Pelotas
15 - Rocks Rurais
Letra: Jeferson Soares de Almeida
Melodia: Leonardo Vitienzo
Ritmo: Rock, MPB, Progressivo, Folk
Cidade: Canguçu
Suplentes:
1 - Canções, Canções - Canção
Letra/Melodia: Sulimar Rass
Cidade: Pelotas
2 - Quintal das Ilusões - Blue Jazz
Letra: Henry Lopes
Melodia: Andriego Garcia Von Laer
Cidade: Piratini e Canguçu
Salientamos ainda que fica aberto, a partir de hoje (03 de julho), o
prazo de recurso de cinco (05) dias úteis contra o não ineditismo
de alguma obra, destacando que o ineditismo se refere a
exploração/comercialização em grande escala de CDs/DVDs de alguma
dessas obras, ou a mesma ter obtido premiação em algum outro
festival.
A XVII edição do FECANPOP acontece nos dias 03 e 04 de agosto, no
Cine Teatro Municipal 27 de Junho Professor Antônio Joaquim Bento -
Canguçu/RS, com a apresentação das 15 músicas classificadas no
sábado e as 10 finalistas no domingo, com show de abertura de Pedro
Munhoz e Trio (autor da música "Canção da Terra" - tema
da novela da Globo "Flor do Caribe") e de encerramento show
"Acordar" com Marco Gottinari (autor da música "Carrossel"
- campeã da XVI edição do FECANPOP).
Qualquer dúvidas e/ou mais informações, podem ser obtidas com a
Comissão Organizadora, pelos seguintes e-mails:
alan.redu@cangucu.rs.gov.br; italo.dorneles@cangucu.rs.gov.br;
cultura.turismo@cangucu.rs.gov.br.
Comissão Organizadora
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres
terça-feira, 2 de julho de 2013
Lo más terrible se aprende enseguida y lo hermoso nos cuesta la vida. Silvio Rodriguez

Lutas
inglórias
Hoje
eu venho te falar de muitas guerras
De
outras terras que estão bem mais além
Mas
não quero relembrar todo esse sangue
E
sim dizer de um tempo novo que já vem
Pois
tudo o que passou abriu caminho
Entre
os espinhos para o aroma de uma flor
É
a própria vida nos mostrando que o amanhã
Nasce
da escolha desse dia que se foi
É
o rumo claro, o que não tem preço que pague
A
nossa verdade que nos vale aonde for
É
o compromisso de fazer valer o tempo
Seguir
em frente defendendo o nosso dom
É
a nossa parte na estranha arte de sonhar
Não
se deixar levar na força da corrente
Porque
mais vale é cantar, mesmo pra poucos
Com
a liberdade de dizer o que se sente
Lutas
inglórias como as muitas que perdemos
Lutas
inglórias como tantas que já tive
Mas
que não pesam na consciência, são memórias
Que
hoje bem sabem o valor de sermos livres!!!
Martim
César
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