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terça-feira, 7 de abril de 2015

Um tempo fora dos relógios...


A contra luz


A vida é um trem veloz pronto a partir de uma estação
Descem alguns, sobem mais uns e logo, logo já se vão
Já não há tempo para abraços ou conversas demoradas
Quando se vê já está chegando outra vez uma parada

O não viver é somente uma das faces escondidas dessa morte
Que nos conduz, que nos faz frágeis, por saber que é tão forte
Que tempo temos, meu amor, para as pessoas que queremos?
Um dia, talvez, vamos chorar a vida, enfim, que não vivemos


Mas, afinal, qual será mesmo a nossa fruta preferida?
Não será a hora de apreciarmos o porquê do seu sabor?
O mundo corre por aí... deixa então que se vá em sua corrida!
A vida é um flash nada mais, que quando vemos se apagou.


Vemos a curva dessa estrada e há uma outra curva mais além
Qual a razão de tanta pressa, quem é que ao certo sabe bem?
Mariposas cegas vamos todos, em círculos a voar a contra luz
Nesse girar em torno ao nada que a uma manada nos reduz

Quero a quietude solitária de uma tarde frente ao mar
Quero amigos sem urgências com quem se possa conversar
Gastar a hora junto aos meus, pois essa hora não é perdida
Perder tempo é ganhar e nisso está a razão da própria vida.



                                                        Martim César

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